No amanhecer do dia 21 de junho de 2010 nos encontramos aos pés do Santuário para celebrarmos o renascimento do Sol, que voltava a ficar mais forte. Desta vez além de Inguz, Juliana e eu, contamos com a presença dos convidados Mauro, Manu, Jayanti e Marcelo, que vieram prestigiar nossa celebração de solstício de inverno e enriquecê-la em conhecimento, força e poder.
Como de praxe iniciamos nossa caminhada procurando flores para realizar ofererendas, enquanto íamos entrando nos domínios do Gigante de Pedra, guardião do Santuário. Fomos recebidos por uma quantidade anormal de pássaros de várias espécies; mergulhões, gaivotas, falcões, quero-queros e até mesmo andorinhas. Chegamos mais tarde do que de costume e por isso a irmã-coruja não estava nos aguardando na entrada do Santuário.
Paramos em frente ao Graal de Pedra, uma antiga inscrição pré-cabralina onde podemos ver um cálice envolto em uma aura de luz. Lá fizemos uma prática de religamento com as forças dos 3 mundos, unindo o Mundo de Cima com o Mundo de Baixo, através do Mundo do Meio.
Depois disso, seguimos até a fonte, onde pudemos fazer uma ablução utilizando a água pura que desce da montanha.
Nos encaminhamos até o Gigante de Pedras e de lá o Inguz pode apresentar aos convidados os detalhes do Santuário. Conhecemos algumas outras inscrições e comungamos com o espírito do local através de uma salsinha típica que nasce entre as pedras.
Montamos nosso altar e realizamos as invocações tradicionais de acordo com nossa liturgia, chamando à participar de nossa cerimônia nossos deuses, nossos ancestrais e os espíritos amigos que vivem no local.
Fizemos oferendas de flores e de pão aos deuses do Mar e da Terra. Em seguida realizamos uma meditação livre, onde pudemos comungar com a força que fluia na cerimônia e cada um tomou a posição e a técnica que preferiu. Juliana e eu usamos cartas do Celtic Wisdom Deck como foco da meditação, uma técnica que constantemente utilizamos.
Depois disso nos reunimos novamente em torno do altar para falarmos sobre o significado da data, da importância de observar e celebrar os solstícios e também do objetivo principal do ritual. Fizemos isso enquanto comíamos um pouco de pão caseiro que Juliana e eu havíamos preparado.
Depois disso, seguindo nossa liturgia padrão, finalizamos o ritual, realizando os devidos agradecimentos às Três Famílias e partindo na certeza de que o Sol renascido traria força e que o objetivo principal do ritual seria alcançado.
JP Bach













Fotos maravilhosas Bach!
Três vezes bênçãos dos deuses sobre o Caer Ynis!
E antes que faltem os créditos, as fotos foram batidas pela Juliana, como geralmente acontece.
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