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Convite – Samhain

Depois do Equinócio do Outono as noites vão ficando cada vez mais longas e a metade escura do ano está prestes a começar. Um período de introspecção, onde olhamos para o ciclo que se passou e começamos a nos preparar para o próximo que iniciará. Esse momento é chamado de Samhain ou Samonios e marca o ponto em que uma Roda termina para iniciar a próxima, portanto é um dia fora do tempo, não pertencendo nem ao ano que termina nem ao que começa, assim como a aurora não pertence nem ao dia nem à noite. É também o momento do ano em que temos um contato mais próximos com nossos Ancestrais que habitam n’Outro Mundo, pois os véus tornam-se mais tênues e a comunicação é facilitada.

E para marcar esse período tão especial, o Caer Ynis irá se reunir para celebrar no dia 01 de maio. Os interessados em participar devem entrar em contato pelo email caerynis@gmail.com para obterem maiores informações.

Gaesum

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Samhain 2013

Na noite de 27 de abril o Caer Ynis se reuniu em uma casa no Ribeirão da Ilha, de frente para o mar para celebrar o festival de Samhain, a noite dos antepassados que marca o final de um ciclo e o início de outro e também o começo da metade escura do ano.

Desta vez preparamos dois altares: o principal onde depositamos nossos objetos sagrados, como os Quatro Tesouros por exemplo e um altar dos ancestrais, onde preparamos uma pira e onde cada um depositou um objeto que representasse seus antepassados.

Francis realizou a purificação do ambiente com a fumaça do incenso e Rafael e Inguz conduziram uma purificação dos presentes com a água do mar que foi recolhida em Lughnassadh no Santuário.

Seguimos com a abertura dos portais e as convocações conforme nossa liturgia e depois disso nos sentamos para meditar auxiliados por objetos do altar. Essa meditação teve direcionamentos diferentes para cada um dos participantes, mas percebemos que o mar e a nostalgia foram temas recorrentes.

Depois disso Francis acendeu o Fogo na pira dos Ancestrais recitando uma oração em gaulês e Rafael nos presenteou com o som da whistle. E foi nesta chama que um a um queimamos cartas que previamente escrevemos para nossos antepassados, aproveitando a leveza dos véus para nos comunicarmos com o Outro Mundo.

Francis fez também um belo e emocionante discurso sobre a ancestralidade familiar e depois, ao falar da ancestralidade druídica, prestou uma homenagem ao Inguz e o presenteou com uma estátua de uma coruja.

Depois disso conversamos sobre o significado do festival de Samhain, e Bach falou sobre suas lendas e suas tradições. Inguz falou também sobre os cuidados que devem ser tomados no contato com os ancestrais.

Juliana então separou parte da comida e da bebida que iria servir no banquete e ofertou no fogo dos ancestrais e aos pés de uma árvore significativa para ela.

Então realizamos o encerramento da cerimônia, agradecendo aos deuses, aos bons espíritos e aos ancestrais por sua colaboração e inspiração.

Depois disso inciamos o banquete organizado pela Juliana, onde comemos e bebemos enquanto discutíamos e conversavamos, festejando em honra de nossos ancestrais e do novo ciclo que iniciava.

Bach

Samhain 2012

O dia 19 de maio amanheceu com o tempo chuvoso e por isso o Caer Ynis se encontrou em um espaço fechado para a celebração de Samhain, o festival que honra especialmente os Antepassados e que marca o início da metade escura do ano. Contamos com a presença do visitante Francis nesta cerimônia, além de Inguz, Rafael e Bach.

Nosso altar foi montado como tradicionalmente o fazemos, com os Quatro Tesouros marcando as direções, mas o fogo central desta vez foi aceso dentro de um caldeirão, substituindo as tradicionais velas. Essa mudança foi bastante positiva, pois a presença do fogo é muito importante no altar druídico e desta forma as chamas mostraram toda sua força e imponência.

A cerimônia seguiu de acordo com a liturgia do Caer Ynis, com os Chamados aos Espíritos dos Três Reinos e das Quatro Direções. Porém enquanto falavamos do significado da data, Inguz foi surpreendido com uma homenagem realizada em nome dos demais membros do grupo.

Como falavamos de ancestralidade, o Caer Ynis reconheceu o trabalho de Inguz em prol da Tradição e também seu papel como antecessor druídico do grupo e o presenteou com uma Foice Dourada, símbolo forte para o druidismo.

Depois utilizamos o Fogo Central para queimar cartas destinadas aos nossos ancestrais e antepassados, mandando a estes recados e orações. Por Samhain ser um período onde os véus entre os Mundos estar mais tênue, a comunicação com aqueles que já atravessaram os limites é especialmente favorecida.

O bardo Rafael nos presenteou com a bela música de sua whistle e compartilhamos suco de maçã, um bolo feito e ofertado pela dona Dora (que seria uma de nossas visitantes, mas que infelizmente não pôde comparecer) e sidra vinda de Glastonbury e especialmente reservada para essa ocasião.

Depois disso, agradecemos aos Deuses, aos Ancestrais e aos Bons Espíritos que compartilharam da cerimônia conosco, nos despedimos e retornamos para nossas casas sabendo que o Outro Mundo está muito próximo do nosso e o quão importante é honrar aqueles que antes de nós já caminharam por esta terra, por esta Tradição e por esta família.

JP Bach

Samhain 2009

Na última sexta-feira, dia 01 de maio, encontramo-nos na Igrejinha e de lá seguimos de carro até a praia onde se encontra o antigo santuário de pedras, para celebrarmos o Samhain. Como de costume, logo ao passar pelo Povo Amarelo, comungamos com um pouco da água da fonte e recolhemos flores para fazer as oferendas.

Desta vez a situação foi atípica, pois geralmente os rituais feitos no santuário são realizados durante o dia, porém por se tratar de Samhain resolvemos celebrarmos no final da tarde, o que acabou se extendendo até o anoitecer. Além disso, o mar estava muito mais revolto que o normal, o que proporcionou um espetáculo a mais para todos nós.

Chegando ao Gigante de Pedras fizemos outra comunhão, dessa vez com a salsinha que nasce nas encostas das pedras, para nos ligarmos ao genius loci, o espírito do lugar. Em seguida convocamos as Entidades dos Três Mundos, porém com um diferencial: desta vez demos ênfase maior aos povos ancestrais que um dia, há muito tempo, construíram o santuário que hoje utilizamos.

E por falar em ancestrais, cabe aqui uma pequena ressalva para diferenciar ancestrais, antepassados e antecessores. Estes últimos são nossos parentes mais velhos, que vieram pouco antes de nós, como nossos pais, avôs e bisavôs, por exemplo. Já os antepassados são aqueles que vieram ainda antes de nossos antecessores, se extendendo por várias gerações. E por fim, os ancestrais são aqueles que já estiveram nesse mundo há muito tempo atrás.

Prosseguimos com a consagração nas pedras da espada pessoal de Bach, para que ela se enchesse de energia telúrica.

Depois disso, foi feita uma meditação com os ancestrais usando ramos de cipreste, uma planta que permanece com os ramos sempre verdes, simbolizando a eternidade da alma e nesta meditação pudemos contactar os espíritos daqueles que estiveram aqui antes de nós.

Para finalizar retiramos augúrios para o novo ciclo que começa nesta data. Para isso usamos o Celtic Wisdom Deck, um jogo com cartas que trazem algumas pequenas lendas celtas e ensinamentos para a vida.

Depois disso tudo, voltamos para nossas casas renovados e prontos para encarar o novo girar da Roda do Ano.

José Paulo Bach